Lembrei, assim por acaso de algo que me falou o amor.
Disse-me para não temer, pois era diferente dos outros, assim, com certa consciência de que era o melhor entre eles.
Disse-me assim, com tanta segurança, que sempre iria me amar, independente do que acontecesse.
Disse até com doçura, que gostaria de ter me protegido de toda dor, bem assim, como se alheio ao que causa a dor.
Disse, com lágrimas nos olhos, que eu era a melhor coisa que acontecia.
Disse, disse, disse, que disse, que disse, e dissesse antes a mentira que espalhava, tenros olhos de hipocrisia;
Onde é que foi diferente, além claro, na parte do amor que recebeu?
Ninguém tem esta resposta.
A vida segue sem mais cartas de amor, por enquanto.
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